São 50 anos de um grupo teatral. Isso, sinceramente, não me chamaria atenção se fosse com qualquer outro que não o Oficina.
Gosto de teatro. Vou até, mas bem de vez em quando. Contudo, o que me fascinou e motivou a produção de um documentário contando essa trajetória foi, sim, a conotação sexual presente nas peças. Foi por meio dela que tomei conhecimento da existência do grupo. É o despudor, o desapego aos padrões, o “transformar o tabu em totem”, o desligamento aos valores nos enfiados garganta abaixo durante anos e um ideal de liberdade, seja pessoal, nacional, sexual ou social, que me cativou e gerou interesse em conhecer melhor a história da trupe de Zé Celso. Pra resumir informalmente, foi a putaria - com todas as letras.
Meu interesse pelo Teatro Oficina, sinceramente, veio disso, porém, os planos para o Trabalho de Conclusão de Curso eram outros. Pensava em alguma coisa ligada com fotojornalismo. Esse era o desejo, mas estava aberto para outros assuntos. Já com o grupo formado e sem um consenso, partimos para moda, porém, o trabalho que pensamos em fazer nos forçaria a seguir um ciclo da moda (de como ela sai da São Paulo Week e vai parar no Brás), o que o tempo, curto, para a produção do trabalho não nos daria.
“Vamos para cultura, teatro”, alguém falou. E logo o Oficina surgiu. E me lembrei da putaria e do meu enorme desejo em conhecer mais sobre esse grupo “transgressor”. Eu não conseguia processar todas aquelas informações que via nas peças. Embora, por vezes, me soassem desconexas, elas me fascinavam. Como era possível tudo aquilo, de onde vinham todas aquelas idéias? E toda essa criação teatral inovadora estava, para mim, ligada a sensação libertária que vinha daquilo tudo.
“Então, vai ser sobre os 50 anos do Teatro Oficina”.
Com o começo das pesquisas descobri uma obra muito maior, com a qual me surpreendi. Conheci grandes peças de ruptura, como Roda Viva. Descobri o Rei da Vela e o surgimento de um movimento que contaminaria toda a cultura nacional, o tropicalismo. “Vi” a primeira nudez do teatro brasileiro – grande Ítala Nandi – e, então, percebi que o que me cativou no grupo já vinha sendo produzido há tempos. Vi, também, forte tentativa de interferência e atuação em épocas ferrenhas de um Brasil emudecido pela ditadura. Em suma, aprendi muita coisa.
O adjetivo inovador, tão alardeado para se referir ao grupo no passado, não vem se encaixando tão bem ultimamente. A companhia parece ter se perdido em sua magnitude, ter encontrado um único foco e, ao focar tanto nele, diminuiu a criatividade. Acredito que eles podem ir – e irão – muito além!
O foco é personificado em Silvio Santos, o empresário. Com a entrada do comunicador na história, tomei conhecimento de toda a briga envolvendo os dois grupos. A celeuma entre Zé Celso e o homem do baú já dura 28 anos e não está perto de um fim. É uma questão de terra, de terreno. O grupo empresarial do dono do SBT tem um espaço ao lado do teatro e no passado tentou comprar todo quarteirão da rua jaceguai, o grande palco da guerra. Zé bradou, lutou e conseguiu o tombamento do Oficina. Silvio Santos, então, pensou em construir um shopping ali. Zé, mais uma vez, bradou, lutou... e o resultado nos foi adiantado pelo presidente do grupo empresarial, Luis Sebastião Sandoval: “agora, depois de estudos de mercado, decidimos que vamos construir edifícios residenciais”. Mas o líder do Oficina não gostou da idéia e promete bradar e lutar até conseguir realizar seu grande sonho para o lugar, que é a construção de um teatro de estádio e de uma universidade antropofágica, em que “os grandes tabus de nossa época seriam estudados”.
Inicialmente, pensávamos em contar “apenas” a trajetória dos 50 anos de produção do Oficina. Porém, com o início das pesquisas mais intensas, vimos que a grande força motriz do grupo passou a ser a briga com Silvio Santos. Em meio às apurações, vislumbramos a possibilidade de trazer essa história de meia década para 2008, fazendo com que ela ficasse atual, uma vez que o projeto de shopping, tão alardeado pelo grupo empresarial, havia sido “jogado fora” (como diz Contardo Calligaris no documentário) para ser substituído por um conjunto habitacional. Tudo no ano do cinqüentenário dos grupos.
Assim, acredito que entramos no ciclo da história, deixamos de ser apenas os contadores de histórias passadas para apresentar fatos que estão no desenrolar do acontecimento. Foi a prática do jornalismo, resumindo, e para o documentário criamos uma espécie de lead e rearranjamos a parte histórica e os projetos atuais do grupo de Zé como um pano de fundo da história. São detalhes melhores explorados em “Anhangabaú da Feliz-Cidade”.
Já a putaria, aquela mesma que me trouxe até o grupo, ficou pequena perto da grandiosidade criativa de Zé Celso e dos anos de produção de sua oficina teatral. Temo em escrever genialidade para me referir a ele. O vejo solitário, uma espécie de Messias (embora ele não goste nada da definição) que, ao longo dos anos de encenação, fez da vida o teatro e viu-se só. Contudo, tem seus seguidores, pessoas que, como ele, produzem a mantém vivo o ideal do teatro. O ideal da vida para o teatro.
Mas não, definitivamente, a biografia do Oficina não suporta nuances de tristeza. De solidão, talvez. A história do grupo é a história de Zé Celso com o grupo. E ele caminha com seu sonho e seus companheiros na “produção coletiva” compactuam. Mas o grupo é ele. Sem ele...
Enfim, a experiência foi fantástica! E vai continuar sendo.
Envolvido pelo assunto, passei a me interessar bastante pela parte de edição de vídeo– a qual não suportava. Foi muito interessante assistir a peças antigas, filmes e eventos do grupo Oficina pensando em onde encaixar no filme, de modo que os assuntos tratados nas peças complementasse o que vinha sendo aprensentado no documentário. Foi ótimo a prática de pensar um diálogo entre imagem (das peças, no caso), som e a história que estava sendo contada.
Depois, a estética do documentário passou a ser o foco. Ao percebermos que a história estava amarrada, buscamos deixar o trabalho bonito. E, para completar o ciclo, fechamos “Anhangabaú da Feliz Cidade” com um clipe de imagens da festa realizada no dia 28/10/2008 em comemoração aos 50 anos do grupo.
Foi desgastante, mas não frustrante (e me dou a liberdade da rima fácil). Tivemos momentos de desânimo, sim. Chegamos a pensar em como fazer o filme sem a entrevista de Zé, que, ironicamente, foi a mais complicada de ser realizada. Mas o destino... ah, o destino cuidou de tudo!
"Evoé" e "Ouro", como dizem os oficineiros, grupo do qual farei parte em 2009.
Ventos fortes de boas-novas sopram pelo teatro. Espero que saibamos tirar o melhor proveito deles.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Uma lente feminina
Foi como se estivesse passeando por uma época que tenho muita curiosidade. O cenário cultural borbulhava entre as décadas de 70 e 90 e ela, uma fotógrafa espevitada, registrou muita coisa com sua câmera Yashica - que carregava sempre consigo, na bolsa. Falo de Vania Toledo, que está com uma exposição na Pinacoteca do Estado.
De São Paulo à Los Angeles, das noites fervidas da alta classe carioca ao badalado clube Studio 54 (em Manhatan), de Zé Celso Martinez, passando por Gal Costa, Truman Capote, Andy Warhol (o muso inspirador da fotógrafa) a anônimos em momentos de descontração - ou se jogando na balada mesmo. O trabalho de Vania é livre e espotâneo, e nos conduz por diversos momentos de personalidades da cultura, talvez, pop dessas décadas.
As fotos em preto e branco dão o tom da exposição e me parece contradizer a orgia de cores que a fotógrafa presenciava. Cabe à nós, com nossa imaginação, compor o cenário dos tons ausentes nas imagens. E essas são das mais variadas, misturando festas, pessoas se esbaldando na diversão... com calmaria, como quando a artista apresenta algumas personalidades em situações que tentavam ser apenas normais (Caetano Veloso no cinema, Adoniran Barbosa saindo de almoço, Raul Julia e Sonia Braga tomando banho de piscina e assim por diante).
O trabalho parece descompromissado, uma vez que muitas fotos foram feitas em banheiros e/ou sem produção alguma. Contudo, de descompromissado não tem nada, visto no "flagra" em que Cazuza e Caio Fernando de Abreu aparecem abraçados em meio a cigarros e bebidas - detalhe: os dois eram portadores do HIV e se esbaldavam no noite ("eles nasceram pra se divertir mesmo!", diz ela). E a graça da brincadeira de Vania é essa: o inusitado - como na foto ao lado, em que Ney Matogrosso aparece de fio dental em uma tarde de sol na praia.
A fotógrafa buscava o momento. A pessoa interagindo com o momento, eu quis dizer.
As fotos estão muito bem dispostas no piso inferior da Pinacoteca, que, literalmente, nos proporciona um passeio pelos momentos captados por Vania nos corredores da belíssima construção localizada na Praça da Luz. Pontos para a curadoria da exposição de "Diários de bolsa: instântaneos do olhar", que fica em cartaz até o dia 26 de outubro.
Dica: visite aos sábados, pois é de graça. Antes de ir embora, vale muito um passeio pelo Parque da Luz, ao lado da Pinacoteca. E, ainda antes de voltar pra casa, aproveite para uma visita ao Museu da Língua Portuguesa, que fica em frente e está com uma lindíssima exposição em homenagem ao centenário de morte de Machado de Assis.
É um bom progama para um sábadão nessa conturbada cidade!
De São Paulo à Los Angeles, das noites fervidas da alta classe carioca ao badalado clube Studio 54 (em Manhatan), de Zé Celso Martinez, passando por Gal Costa, Truman Capote, Andy Warhol (o muso inspirador da fotógrafa) a anônimos em momentos de descontração - ou se jogando na balada mesmo. O trabalho de Vania é livre e espotâneo, e nos conduz por diversos momentos de personalidades da cultura, talvez, pop dessas décadas.
As fotos em preto e branco dão o tom da exposição e me parece contradizer a orgia de cores que a fotógrafa presenciava. Cabe à nós, com nossa imaginação, compor o cenário dos tons ausentes nas imagens. E essas são das mais variadas, misturando festas, pessoas se esbaldando na diversão... com calmaria, como quando a artista apresenta algumas personalidades em situações que tentavam ser apenas normais (Caetano Veloso no cinema, Adoniran Barbosa saindo de almoço, Raul Julia e Sonia Braga tomando banho de piscina e assim por diante).
O trabalho parece descompromissado, uma vez que muitas fotos foram feitas em banheiros e/ou sem produção alguma. Contudo, de descompromissado não tem nada, visto no "flagra" em que Cazuza e Caio Fernando de Abreu aparecem abraçados em meio a cigarros e bebidas - detalhe: os dois eram portadores do HIV e se esbaldavam no noite ("eles nasceram pra se divertir mesmo!", diz ela). E a graça da brincadeira de Vania é essa: o inusitado - como na foto ao lado, em que Ney Matogrosso aparece de fio dental em uma tarde de sol na praia.A fotógrafa buscava o momento. A pessoa interagindo com o momento, eu quis dizer.
As fotos estão muito bem dispostas no piso inferior da Pinacoteca, que, literalmente, nos proporciona um passeio pelos momentos captados por Vania nos corredores da belíssima construção localizada na Praça da Luz. Pontos para a curadoria da exposição de "Diários de bolsa: instântaneos do olhar", que fica em cartaz até o dia 26 de outubro.
Dica: visite aos sábados, pois é de graça. Antes de ir embora, vale muito um passeio pelo Parque da Luz, ao lado da Pinacoteca. E, ainda antes de voltar pra casa, aproveite para uma visita ao Museu da Língua Portuguesa, que fica em frente e está com uma lindíssima exposição em homenagem ao centenário de morte de Machado de Assis.
É um bom progama para um sábadão nessa conturbada cidade!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Da série: Não fosse assim, não seria o Brasil!
Criei agora essa série, só por causa dessa matéria da Folha.
Repercutamos! (rs)
Militante diz que comprou votos com maconha
Em depoimento no mês de abril à Justiça Eleitoral, o engenheiro Almir Cutrim afirmou ter ganho R$ 5.000 para conquistar votos da juventude de Olinda Nova e disse ter recebido a orientação do PDT no município para comprar cigarros de maconha e distribuí-los "em troca de votos em favor do candidato Jackson Lago".
Cutrim disse que entregou o dinheiro e gravações dos encontros com coordenadores da campanha de Lago à Polícia Federal. Dirigente do PV em Olinda Nova, o depoimento do engenheiro precisa ser validado pelo ministro Eros Grau, relator do processo de cassação de Jackson Lago no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A Folha não localizou Cutrim.
O PV é um dos partidos que pede a suspensão do diploma de governador de Lago, que derrotou o clã Sarney por uma diferença de 98 mil votos. Eros Grau poderá concluir o relatório no final deste mês, quando vence prazo dado por ele para a PF realizar perícia em vídeos anexados nos autos do processo. Algumas das imagens sugerem o uso da máquina do governo do Maranhão para financiar o candidato escolhido pelo então governador José Reinaldo Tavares.
Em um dos vídeos, o próprio José Reinaldo anuncia que os aliados estão autorizados "pelo governador a pegar as associações, ver as necessidades, fazer os projetos que nós faremos o convênio direto com a associação".
Um dos depoimentos a ser analisado pelo ministro do TSE é o dado por um presidente de associação de moradores que assinou convênio de R$ 714 mil e nunca viu um centavo do dinheiro.
Ai, ai. Coisas que só ano eleitoral te proporciona!
Repercutamos! (rs)
Militante diz que comprou votos com maconha
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Nas acusações levantadas pelo grupo de Sarney contra Jackson Lago, um caso se destaca pelo inusitado: cigarros de maconha teriam sido ofertados para compra de votos, segundo um depoimento que a defesa do pedetista considera fantasioso.Em depoimento no mês de abril à Justiça Eleitoral, o engenheiro Almir Cutrim afirmou ter ganho R$ 5.000 para conquistar votos da juventude de Olinda Nova e disse ter recebido a orientação do PDT no município para comprar cigarros de maconha e distribuí-los "em troca de votos em favor do candidato Jackson Lago".
Cutrim disse que entregou o dinheiro e gravações dos encontros com coordenadores da campanha de Lago à Polícia Federal. Dirigente do PV em Olinda Nova, o depoimento do engenheiro precisa ser validado pelo ministro Eros Grau, relator do processo de cassação de Jackson Lago no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A Folha não localizou Cutrim.
O PV é um dos partidos que pede a suspensão do diploma de governador de Lago, que derrotou o clã Sarney por uma diferença de 98 mil votos. Eros Grau poderá concluir o relatório no final deste mês, quando vence prazo dado por ele para a PF realizar perícia em vídeos anexados nos autos do processo. Algumas das imagens sugerem o uso da máquina do governo do Maranhão para financiar o candidato escolhido pelo então governador José Reinaldo Tavares.
Em um dos vídeos, o próprio José Reinaldo anuncia que os aliados estão autorizados "pelo governador a pegar as associações, ver as necessidades, fazer os projetos que nós faremos o convênio direto com a associação".
Um dos depoimentos a ser analisado pelo ministro do TSE é o dado por um presidente de associação de moradores que assinou convênio de R$ 714 mil e nunca viu um centavo do dinheiro.
Ai, ai. Coisas que só ano eleitoral te proporciona!
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
A faceta política de Sérgio Mallandro
Ainda não tenho candidato a vereador em São Paulo. Mas minha querida Jojo me apresentou um.
Cabe pensar!
Veja você mesmo o registro de candidatura no site do Tribunal Superior Eleitoral.
Isso, é o Sérgio Mallandro... ele mesmo.
Não vou falar nada sobre.
...Só vou pensar!
Cabe pensar!
Veja você mesmo o registro de candidatura no site do Tribunal Superior Eleitoral.
Isso, é o Sérgio Mallandro... ele mesmo.
Não vou falar nada sobre.
...Só vou pensar!
domingo, 3 de agosto de 2008
A chuva que vai ser notícia
Aposto que amanhã essa "chuva" vai estar em todos os jornais.
Depois de 47 dias sem ver água caindo do céu, "choveu" em São Paulo hoje!
Algumas poucas gotas.
Enfim.
Essa cidade está ficando muito preocupante - ou sou eu que estou acordando só agora para a realidade do lugar que vivo.
Ai, Ai.
É trânsito (infernal), é insegurança, é ar seco, é poluição... em suma, são tantas coisas.
São Paulo's way of life!
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Cinco anos pra pensar e um ano pela frente
Estava conversando com um amigo essa semana. Falávamos de tudo, da vida, de tcc, de planos, de amizade... e de medo.
O ano que vem está bem próximo, sobretudo pra nós que estamos saindo agora em 2008 da faculdade. Dá um medo enorme e a incerteza em relação ao futuro é maior ainda.
O que fazer o ano que vem?
Sabe Deus... os planos são muitos, mas uma efetivação num trabalho qualquer poderia mudar tudo, sabe?!
Então, foi quando perguntei o que ele pensava que seria da nossa vida em cinco anos.
A resposta, de pronto, foi essa: "Onde você estava cinco anos atrás?"
Isso me fez pensar muito. Muito mesmo.
Eu quase não era mais há cinco anos. A saúde não estava das melhores, as perspectivas de futuro também não, mas, enfim. Hoje estou aqui.
Daqui cinco anos... sabe Deus. Mas foi ótimo repensar a vida.
Rever um monte de coisas e ver que, apesar dos pesares, a vida me proporcionou muita coisa, me deu muita oportunidade e me fez um pouco mais chato hoje.
Ah, repetitivo e confuso também. Me pego cinco anos depois com aquele mesmo pensamento.
O pensamento "o que será do amanhã e o que esperar dele?".
Esperar não é uma boa palavra. É acomodativa.
O ano que vem é o único fato concreto.
E ele vem aí, a brincadeira vai começar ficar bem séria.
Espero estar pronto!
O ano que vem está bem próximo, sobretudo pra nós que estamos saindo agora em 2008 da faculdade. Dá um medo enorme e a incerteza em relação ao futuro é maior ainda.
O que fazer o ano que vem?
Sabe Deus... os planos são muitos, mas uma efetivação num trabalho qualquer poderia mudar tudo, sabe?!
Então, foi quando perguntei o que ele pensava que seria da nossa vida em cinco anos.
A resposta, de pronto, foi essa: "Onde você estava cinco anos atrás?"
Isso me fez pensar muito. Muito mesmo.
Eu quase não era mais há cinco anos. A saúde não estava das melhores, as perspectivas de futuro também não, mas, enfim. Hoje estou aqui.
Daqui cinco anos... sabe Deus. Mas foi ótimo repensar a vida.
Rever um monte de coisas e ver que, apesar dos pesares, a vida me proporcionou muita coisa, me deu muita oportunidade e me fez um pouco mais chato hoje.
Ah, repetitivo e confuso também. Me pego cinco anos depois com aquele mesmo pensamento.
O pensamento "o que será do amanhã e o que esperar dele?".
Esperar não é uma boa palavra. É acomodativa.
O ano que vem é o único fato concreto.
E ele vem aí, a brincadeira vai começar ficar bem séria.
Espero estar pronto!
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